segunda-feira, 21 de abril de 2014

SURDOCEGUEIRA E DMU: propostas e desafios no contexto escolar


A definição relativa à surdocegueira na abordagem teórica de Maia (2011) em seus princípios mais gerais afirma que, “a surdosegueira é uma terminologia adotada mundialmente para se referir a pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes”. Nessa compreensão a autora descreve os graus diferentes que a pessoa com surdocegueira pode apresentar: Surdocego total; Surdocego com surdez profunda associada com resíduo visual Surdocego com surdez moderada associada com resíduo visual; Surdo cego com surdez moderada ou leve com cegueira e Surdecego com perdas leves, tanto auditivas quanto visuais.

Nesta abordagem a autora explica o porquê os termos “sudocegueira, surdocegos são escritos se hífen”, foi a partir do ano de 1991, que emergiu o reconhecimento, pois, profissionais, familiares e pessoas com Surdocegueira se uniram em prol de uma “ação afirmativa” do reconhecimento da Surdocegueira como uma deficiência única, em virtude de não se beneficiarem de programas educacionais. Esse modelo estritamente social hoje é reconhecido mundialmente por diferentes segmentos nacionais e internacionais.

      Maia (2011) identificou duas condições necessárias para falar de Surdocegueira: congênita e adquirida. Estas implicam:

  1. Na aquisição de uma língua (português ou Libras).
  2. Na aquisição de uma língua, oral ou sinalizada.

A autora ainda ressalta a classificação de ambas de acordo com o pensamento de Mclnnes (1999), Surdoscegos  pré-linguisticos e Surdocegos  pós-linguísticos.

Explicitar essas compreensões e seus significados contribui para a aprendizagem das pessoas com Surdocegueira, pois os mesmos demonstram dificuldades em observar, compreender e imitar o comportamento  de  membros da família ou outras pessoas que  sempre estão em contato com o mesmo.

Contudo, apesar de estar na ordem das referências e citações sobre o termo surdocegueira, é pertinente fazer uma diferenciação entre surdocegueira de DMU, no sentido de dar uma contribuição para o sucesso escolar e social dessas pessoas.

Bosco et all  (2010), Maia (2011) e Ikonomidis (2010), conceituam a pessoa com Deficiência Múltipla, aquelas que apresentam mais de uma deficiência associada. Bosco ainda acrescenta:

[...] é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social. (Bosco, 2010, p.10).

O que consiste a relação entre surdocegueira de DMU, são os aspectos ligados ao resultado de uma etiologia congênita ou adquiridos. Porém, a diferenciação entre ambas é de natureza particular, a primeira por não receber informações adequadas do meio, necessita da mediação de comunicação, o seu conhecimento de mundo se faz pelo uso de canais sensoriais próximas como: tato, olfato, paladar, cinestésico, proprioceptivo e vestibular.  A segunda sempre terá o apoio de um dos canais distantes (visão e audição) como ponto de referencia. Porém, também necessita de alguém para mediar a sua comunicação com o meio.

Entretanto, as necessidades básicas primordiais tanto da pessoa com Surdocegueira quanto da pessoa com DMU são as de comunicação e posicionamento, devido às características especificas e peculiar, ambos necessitam de alguém para mediar o seu contato com o meio.

Em relação às necessidades básicas das pessoas com Surdocegueira são: dificuldade em observar, compreender e imitar o comportamento de membros da família ou de outros que tenham contato, justamente em virtude da combinação das perdas visuais e auditivas. Quanto às necessidades básicas da pessoa com DMU, são necessidades físicas, médicas, emocionais e educativas.

As estratégias utilizadas para aquisição de comunicação são semelhantes: A defesa tátil, organização do ambiente, comunicação efetiva (receptiva e expressiva), caixa de antecipação, objetos de referencia, atividades funcionais, pistas de contexto, pistas de movimento, pistas táteis, organização da sala de aula, comunicação alternativa e aumentativa e entre outras estratégias e recursos.

É esse viés de ensino viabilizará o desenvolvimento das atividades didáticas, além de fazer com que essas pessoas conquistem relativamente autonomia na vida diária e potencializem o seu desenvolvimento.

 

Referencias:

•Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. Texto elaborado pela coordenadora da disciplina Profa. Dra. Shirley Rodrigues Maia para apoiar no desenvolvimento das propostas de Solução para o Problema.  (2011).

•BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010). Capítulo 1 - A pessoa com Surdocegueira. Capítulo 2 - A pessoa com Deficiência Múltipla. Capítulo 3 - Necessidades Específicas das Pessoas com Surdocegueira e com Deficiência Múltipla.

•IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”, 2010 sem publicar.

SURDOCEGUEIRA E DMU: propostas e desafios no contexto escolar


 

A definição relativa à surdocegueira na abordagem teórica de Maia (2011) em seus princípios mais gerais afirma que, “a surdosegueira é uma terminologia adotada mundialmente para se referir a pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes”. Nessa compreensão a autora descreve os graus diferentes que a pessoa com surdocegueira pode apresentar: Surdocego total; Surdocego com surdez profunda associada com resíduo visual Surdocego com surdez moderada associada com resíduo visual; Surdo cego com surdez moderada ou leve com cegueira e Surdecego com perdas leves, tanto auditivas quanto visuais.

Nesta abordagem a autora explica o porquê os termos “sudocegueira, surdocegos são escritos se hífen”, foi a partir do ano de 1991, que emergiu o reconhecimento, pois, profissionais, familiares e pessoas com Surdocegueira se uniram em prol de uma “ação afirmativa” do reconhecimento da Surdocegueira como uma deficiência única, em virtude de não se beneficiarem de programas educacionais. Esse modelo estritamente social hoje é reconhecido mundialmente por diferentes segmentos nacionais e internacionais.

      Maia (2011) identificou duas condições necessárias para falar de Surdocegueira: congênita e adquirida. Estas implicam:

  1. Na aquisição de uma língua (português ou Libras).
  2. Na aquisição de uma língua, oral ou sinalizada.

A autora ainda ressalta a classificação de ambas de acordo com o pensamento de Mclnnes (1999), Surdoscegos  pré-linguisticos e Surdocegos  pós-linguísticos.

Explicitar essas compreensões e seus significados contribui para a aprendizagem das pessoas com Surdocegueira, pois os mesmos demonstram dificuldades em observar, compreender e imitar o comportamento  de  membros da família ou outras pessoas que  sempre estão em contato com o mesmo.

Contudo, apesar de estar na ordem das referências e citações sobre o termo surdocegueira, é pertinente fazer uma diferenciação entre surdocegueira de DMU, no sentido de dar uma contribuição para o sucesso escolar e social dessas pessoas.

Bosco et all  (2010), Maia (2011) e Ikonomidis (2010), conceituam a pessoa com Deficiência Múltipla, aquelas que apresentam mais de uma deficiência associada. Bosco ainda acrescenta:

[...] é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social. (Bosco, 2010, p.10).

O que consiste a relação entre surdocegueira de DMU, são os aspectos ligados ao resultado de uma etiologia congênita ou adquiridos. Porém, a diferenciação entre ambas é de natureza particular, a primeira por não receber informações adequadas do meio, necessita da mediação de comunicação, o seu conhecimento de mundo se faz pelo uso de canais sensoriais próximas como: tato, olfato, paladar, cinestésico, proprioceptivo e vestibular.  A segunda sempre terá o apoio de um dos canais distantes (visão e audição) como ponto de referencia. Porém, também necessita de alguém para mediar a sua comunicação com o meio.

Entretanto, as necessidades básicas primordiais tanto da pessoa com Surdocegueira quanto da pessoa com DMU são as de comunicação e posicionamento, devido às características especificas e peculiar, ambos necessitam de alguém para mediar o seu contato com o meio.

Em relação às necessidades básicas das pessoas com Surdocegueira são: dificuldade em observar, compreender e imitar o comportamento de membros da família ou de outros que tenham contato, justamente em virtude da combinação das perdas visuais e auditivas. Quanto às necessidades básicas da pessoa com DMU, são necessidades físicas, médicas, emocionais e educativas.

As estratégias utilizadas para aquisição de comunicação são semelhantes: A defesa tátil, organização do ambiente, comunicação efetiva (receptiva e expressiva), caixa de antecipação, objetos de referencia, atividades funcionais, pistas de contexto, pistas de movimento, pistas táteis, organização da sala de aula, comunicação alternativa e aumentativa e entre outras estratégias e recursos.

É esse viés de ensino viabilizará o desenvolvimento das atividades didáticas, além de fazer com que essas pessoas conquistem relativamente autonomia na vida diária e potencializem o seu desenvolvimento.

 

Referencias:

•Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. Texto elaborado pela coordenadora da disciplina Profa. Dra. Shirley Rodrigues Maia para apoiar no desenvolvimento das propostas de Solução para o Problema.  (2011).

•BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010). Capítulo 1 - A pessoa com Surdocegueira. Capítulo 2 - A pessoa com Deficiência Múltipla. Capítulo 3 - Necessidades Específicas das Pessoas com Surdocegueira e com Deficiência Múltipla.
•IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”, 2010 sem publica

domingo, 21 de julho de 2013

AEE_ Fechamento_ Ana Wilma

AEE Fechamento_ Ana Wilma
 
A importância do AEE na construção de saberes dos alunos com NEE

     Ana Wilma Silva dos Santos

Compreender o papel do professor de Educação Especial nas políticas de perspectiva inclusiva ainda é um desafio em minha prática pedagógica, pois é um percurso longo que tenho a percorrer. Sei que não há fórmulas secretas, porém, através da reflexão e troca de experiências e reconhecimento das diferenças, venho constituindo minha prática. Essas situações vêm possibilitar eu ver e rever as estratégias utilizadas no tocante ao atendimento Educacional Especializado.

As discussões e trocas de experiências permeiam nossos planejamentos pedagógicos com temas específicos de educação especial, são ouvidas as angústias e questionamentos do saber e fazer pedagógico.  Os estudos e o envolvimento significativo do professor da sala regular, do professor de AEE e da família vêm possibilitando a construção de uma prática pedagógica diferenciada e mais significativa.

Nessa compreensão, o professor precisa ter a inclusão como um valor e não como um procedimento, pois, o nosso papel transcende o de um organizador de estratégias didáticas. A peça chave é o comprometimento com o cuidado autêntico, ou seja, atenção, carinho, zelo, dedicação, enfim envolvimento afetivo e empatia com o outro.

É importante ressalta a contribuição da Universidade Federal do Ceará com a oferta da disciplina Atendimento Educacional Especializado para alunos, do Curso de Formação de Professores para o Atendimento Educacional Especializado, busca discutir aspectos relevantes acerca das medidas de caráter legislativo, social e educacional. O estudo de caso é um aliado para a elaboração do plano do AEE, possui aspectos relevantes para o desenvolvimento do trabalho do professor do AEE, pois me ajudou a reconhecer as necessidades e habilidades do aluno. Ao identificar certas necessidades do aluno e reconhece também as suas potencialidades, partir de ambas e comecei a organizar o meu plano de atendimento.

O Plano do AEE contribui de forma significativa para a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos. O mesmo possibilita avaliar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos educacionais e de acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular, bem com refazer o plano para o aluno caso não esteja garantindo a participação do mesmo nas atividades escolares.
AEE Fechamento_ Ana Wilma
 
A importância do AEE na construção de saberes dos alunos com NEE

     Ana Wilma Silva dos Santos

Compreender o papel do professor de Educação Especial nas políticas de perspectiva inclusiva ainda é um desafio em minha prática pedagógica, pois é um percurso longo que tenho a percorrer. Sei que não há fórmulas secretas, porém, através da reflexão e troca de experiências e reconhecimento das diferenças, venho constituindo minha prática. Essas situações vêm possibilitar eu ver e rever as estratégias utilizadas no tocante ao atendimento Educacional Especializado.

As discussões e trocas de experiências permeiam nossos planejamentos pedagógicos com temas específicos de educação especial, são ouvidas as angústias e questionamentos do saber e fazer pedagógico.  Os estudos e o envolvimento significativo do professor da sala regular, do professor de AEE e da família vêm possibilitando a construção de uma prática pedagógica diferenciada e mais significativa.

Nessa compreensão, o professor precisa ter a inclusão como um valor e não como um procedimento, pois, o nosso papel transcende o de um organizador de estratégias didáticas. A peça chave é o comprometimento com o cuidado autêntico, ou seja, atenção, carinho, zelo, dedicação, enfim envolvimento afetivo e empatia com o outro.

É importante ressalta a contribuição da Universidade Federal do Ceará com a oferta da disciplina Atendimento Educacional Especializado para alunos, do Curso de Formação de Professores para o Atendimento Educacional Especializado, busca discutir aspectos relevantes acerca das medidas de caráter legislativo, social e educacional. O estudo de caso é um aliado para a elaboração do plano do AEE, possui aspectos relevantes para o desenvolvimento do trabalho do professor do AEE, pois me ajudou a reconhecer as necessidades e habilidades do aluno. Ao identificar certas necessidades do aluno e reconhece também as suas potencialidades, partir de ambas e comecei a organizar o meu plano de atendimento.

O Plano do AEE contribui de forma significativa para a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos. O mesmo possibilita avaliar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos educacionais e de acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular, bem com refazer o plano para o aluno caso não esteja garantindo a participação do mesmo nas atividades escolares.